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2008/12/05

Insolvência do CIDEC

No próximo dia 9 de Dezembro, no Tribunal de Comércio vai-se realizar uma audiência para a insolvência do CIDEC.

1 comentário:

Fernando Andrelino disse...

Penso que já todos estávamos à espera de uma situação destas.
Insolvência – eis a palavra mágica da justiça portuguesa para os caloteiros não pagarem as dívidas.
Trata-se de uma justiça imoral, pois que se uma empresa ou indivíduo não têm como pagar as suas dívidas – isso pode acontecer a qualquer um de nós – não é menos verdade de que deveria haver uma investigação a essas mesmas dívidas e caso fossem causadas por gestão danosa, seria o próprio tribunal a levantar um processo crime contra o prevaricador. A isso se chamaria a verdadeira JUSTIÇA de um país. Mas não, aquilo que acontece é a lei portuguesa proteger aquele que rouba e prejudica quem trabalhou e não recebeu o seu justo ordenado, honorários ou subsídio de formação a que tinham direito. Agravado pelo facto de que eram pagos com dinheiros públicos (nacionais ou europeus) é indiferente, pois que em ambos os casos saem dos bolsos dos contribuintes. O que seria se o Estado Português não pagasse os vencimentos durante meses/anos aos funcionários públicos (juízes incluídos), continuavam a trabalhar? É claro que não. O que porventura aconteceria era porem o estado português em Tribunal. Porque não têm as autoridades deste país a mesma atitude de protecção em relação ao cidadão comum. Só por pura cobardia e comodismo é que o não fazem. Para uma justiça destas, não precisamos de Ministério Publico para nada e sempre o Estado poupava uns quantos milhões de euros por ano.
Caros colegas, formadores e funcionários do CIDEC, envio-vos um abraço enorme e um até sempre, com o agradecimento por me terem proporcionado uma Formação em Informática de elevada excelência, apoiada num pragmatismo de uma classe de homens e mulheres que não regatearam esforços para que nada faltasse aos formandos, mesmo sem receberam os seus honorários e ordenados. Foram realmente de um enorme altruísmo ao esconderem essa situação dos formandos, permitindo que os cursos se desenvolvessem com a tranquilidade possível. Por tudo o que atrás disse, não é justo que principalmente os empregados e formadores do CIDEC fiquem sem receberem aquilo a que têm direito.
Finalizo, dizendo frontalmente às instituições públicas que têm a função de fiscalizarem os fundos comunitários, às autoridades policiais, aos tribunais portugueses e finalmente ao estado português (escrevo tudo em letra minúscula propositadamente), tenham vergonha, levantem esses pesados rabos dos cadeirões e venham para o terreno trabalhar. Acabem com as fraudes e corrupções que grassam neste miserável país (que deixariam os nossos antepassados dominadores das rotas marítimas, mortos de vergonha por tudo aquilo que de mal têm feito a Portugal e aos Portugueses). Para o defunto CIDEC que descanse em paz. Para o seu Presidente Ferreira de Sousa (que nem merece o tratamento de senhor) que nunca mais tenha paz na sua vida, ou que a venha a ter atrás das grades de uma qualquer cadeia deste país.
Fernando Andrelino
(ex-formando de 2 Cursos de Informática, que não recebeu os respectivos subsídios e que ainda aguarda o Certificado do 2.º Curso)